ELEIÇÃO 2016
HOMOFOBIA: ENTENDENDO MELHOR O
PRECONCEITO, SUAS ORIGENS E ...
Homofobia é
o termo utilizado para designar uma espécie de medo irracional diante da
homossexualidade ou da pessoa homossexual, colocando este em posição de
inferioridade e utilizando-se, muitas vezes, para isso, de violência física
e/ou verbal.
Homofobia é o termo utilizado para designar uma espécie de medo irracional diante da homossexualidade ou da pessoa homossexual, colocando este em posição de inferioridade e utilizando-se, muitas vezes, para isso, de violência física e/ou verbal.
A palavra homofobia
significa a repulsa ou o preconceito contra a homossexualidade e/ou o
homossexual. Esse termo teria sido utilizado pela primeira vez nos Estados
Unidos em meados dos anos 70 e, a partir dos anos 90, teria sido difundido ao
redor do mundo. A palavra fobia denomina uma espécie de “medo
irracional”, e o fato de ter sido empregada nesse sentido é motivo de discussão
ainda entre alguns teóricos com relação ao emprego do termo. Assim, entende-se
que não se deve resumir o conceito a esse significado.
Podemos entender a
homofobia, assim como as outras formas de preconceito, como uma atitude de
colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de inferioridade,
de anormalidade, baseada no domínio da lógica heteronormativa, ou seja, da heterossexualidade
como padrão, norma. A homofobia é a expressão do que podemos chamar de
hierarquização das sexualidades. Todavia, deve-se compreender a legitimidade da
forma homossexual de expressão da sexualidade humana.
No decorrer da história,
inúmeras denominações foram usadas para identificar a homossexualidade,
refletindo o caráter preconceituoso das sociedades que cunharam determinados
termos, como: pecado mortal, perversão sexual, aberração.
Outro componente da
homofobia é a projeção. Para a psicologia, a projeção é um mecanismo de defesa
dos seres humanos, que coloca tudo aquilo que ameaça o ser humano como sendo
algo externo a ele. Assim, o mal é sempre algo que está fora do sujeito e
ainda, diferente daqueles com os quais se identifica. Por exemplo, por muitos
anos, acreditou-se que a AIDS era uma doença que contaminava exclusivamente
homossexuais. Dessa forma, o “aidético” era aquele que tinha relações
homossexuais. Assim, as pessoas podiam se sentir protegidas, uma vez que o mal
da AIDS não chegaria até elas (heterossexuais). A questão da AIDS é pouco
discutida, mantendo confusões como essa em vigor e sustentando ideias
infundadas. Algumas pesquisas apontam ainda para o medo que o homofóbico tem de
se sentir atraído por alguém do mesmo sexo. Nesse sentido, o desejo é projetado
para fora e rejeitado, a partir de ações homofóbicas.
Assim, podemos
entender a complexidade do fenômeno da homofobia que compreende desde as
conhecidas “piadas” para ridicularizar até ações como violência e assassinato.
A homofobia implica ainda numa visão patológica da homossexualidade, submetida
a olhares clínicos, terapias e tentativas de “cura”.
A questão não se resume aos
indivíduos homossexuais, ou seja, a homofobia compreende também questões da
esfera pública, como a luta por direitos. Muitos comportamentos homofóbicos
surgem justamente do medo da equivalência de direitos entre homo e
heterossexuais, uma vez que isso significa, de certa maneira, o desaparecimento
da hierarquia sexual estabelecida, como discutimos.
Podemos entender então que a
homofobia compreende duas dimensões fundamentais: de um lado a questão afetiva,
de uma rejeição ao homossexual; de outro, a dimensão cultural que destaca a
questão cognitiva, onde o objeto do preconceito é a homossexualidade como fenômeno,
e não o homossexual enquanto indivíduo.
Em maio de 2011, o Supremo
Tribunal Federal reconheceu a legalidade da união estável entre pessoas do
mesmo sexo no Brasil. A decisão retomou discussões acerca dos direitos da
homossexualidade, além de colocar a questão da homofobia em pauta.
Apesar das conquistas no
campo dos direitos, a homossexualidade ainda enfrenta preconceitos. O
reconhecimento legal da união homoafetiva não foi capaz de acabar com a
homofobia, nem protegeu inúmeros homossexuais de serem rechaçados, muitas
vezes de forma violenta.
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Juliana Spinelli Ferrari
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista
Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru
Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista
Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru
Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo
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